Um vinho rosé é um vinho que apresenta uma cor rosada, com tonalidades diferentes, que variam desde o rosa salmonado até à groselha.

A cor rosada que os vinhos apresentam é conseguida através do contato das películas das uvas tintas com o mosto. Os pigmentos da casca da uva dão a cor ao rosé e o tempo de maceração ou a intensidade da prensagem determina a cor mais ou menos rosada que o enólogo pretende.

No passado utilizava-se o método de misturar uvas brancas com uvas tintas (Método de Mistura) ou a técnica de misturar vinhos brancos e tintos depois de vinificados (Método de Cortes), mas estes métodos encontram-se ultrapassados, por não refletirem a qualidade que atualmente se pretende para estes vinhos.

Atualmente, são dois os métodos utilizados para a produção de um vinho rosé: Método de Prensagem Direta e Método de Sangria.

Prensagem Direta

As uvas são esmagadas e prensadas. Neste método a intensidade da prensagem vai ditar a intensidade do rosé, e a fermentação que se vai seguir é efetuada a baixas temperaturas para que não haja oxidação.

Este método, dá rosés claros, frescos, e com maior acidez.

Método de Sangria

Também chamado de método de maceração curta ou rápida, consiste em deixar as películas macerarem com o vinho durante um período curto de tempo, normalmente horas, consoante a cor, o corpo, e o sabor que se pretende dar ao vinho.

Seguidamente parte do vinho é transferido ou “sangrado” para outro tanque para a elaboração do rosé, o restante segue para a elaboração de vinho tinto. Neste método, os rosés são normalmente menos delicados e mais gastronómicos, com mais corpo e estrutura.

Entre as castas mais usadas para a produção de rosés do mundo, encontramos a Pinot Noir, a Cabernet Sauvignon, a Syrah, a Merlot, a Malbec, a Carignan, a Cinsault, a Sangiovese, a Grenache e Tempranillo, entre outras.

Em Portugal, destacam-se a Touriga Nacional, a Aragonês ou Tinta Roriz, a Castelão, e a Baga.


Os vinhos rosés são muito versáteis e podem ser servidos em várias ocasiões, desde um fim de tarde descontraído, até a um jantar formal. O leque de harmonizações tem inúmeras possibilidades consoante o estilo de rosé, que é determinado pela casta e pelo método de vinificação usado.

Estilos de Rosés

1.

Rosé Seco e Ligeiro



É leve, de cor aberta, baixo teor alcoólico, baixo teor de açúcar, e boa acidez.

Acompanham bem uma tábua de charcutaria, aperitivos vários como por exemplo, tostas com queijo de cabra fresco e paté de ovas de peixe, ou paté de atum, pratos vegetarianos, sushi, peixes magros grelhados, mariscos de concha levemente cozinhados como amêijoas à bolhão pato ou ostras gratinadas, camarão salteado, pizzas e pratos de massa.

2.

Rosé Adocicado e Ligeiro



É leve, com aromas de frutos simples e atrativos, com açúcar presente, equilibrado com alguma acidez, e pode ser gaseificado. Se gostar deste estilo pode harmonizar com pratos semelhantes ao primeiro mas provavelmente farão mais sucesso se acompanhar com saladas ou pratos de cozinha asiática.

3.

Rosé de Corpo Médio

 

É provavelmente o mais versátil dos rosés em termos de harmonizações gastronómicas. É seco ou meio seco, apresenta ligeiros extratos de taninos, com açúcar e acidez equilibrados.

Resiste bem a sabores fortes como anchova, azeitonas, alho, açafrão e pimentão. É ótimo com carnes frias, uma tábua de charcutaria, e churrascos.

4.

Rosé Elegante e Fino

 

É versátil, e destaca-se pela finura e equilíbrio. A grande maioria é produzida com uma casta tendencialmente seca e aromática.

Harmoniza especialmente bem com camarão, lagosta, salmão grelhado, atum, e pratos de aves. Vai bem com queijos de meia cura ou semi-moles como o camembert ou brie e sobremesas ricas como pudim ou crème brûlée.

4. Rosé Encorpado e Aromático

 

É próximo de um tinto em termos de estrutura, apresenta uma cor mais intensa e é bastante gastronómicos harmonizando melhor com pratos mais complexos e suculentos. É um excelente pairing para churrascos e comida especiada e picante.

Para valorizar os aromas destes vinhos recomenda-se que sejam servidos entre 8º – 12º C, deixando as temperaturas mais baixas para os rosés mais leves e as mais altas para os rosés mais encorpados.

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