Prior Lucas
O bisavô do produtor, José Francisco Prior, era um pequeno agricultor da freguesia de Souselas que cultivava a vinha e fazia todo o seu negócio na cidade de Coimbra. Com o passar dos anos as propriedades foram sendo divididas pelos filhos e netos e o negócio do vinho foi-se perdendo. Na última década o seu pai, José Prior Lucas, foi cultivando as parcelas que eram do seu avô, produzindo vinho que partilhava à mesa com a família e os amigos. Dando continuidade à tradição familiar, o Rui Lucas decidiu alargar a partilha.
Produzir vinho reagrupando as vinhas do seu bisavô, que no seu tempo vendia toda a produção nas tabernas boémias da Academia de Coimbra. Manter a pequena produção, não apenas para fazer um reduzido número de garrafas, mas porque é para si um enorme prazer ver crescer cada vinha, acompanhar cada videira definindo e imaginando o vinho que sairá daí para cada garrafa.
É desejo do Rui Lucas que apreciem e desfrutem de cada copo de Vinho PRIOR LUCAS de acordo com as suas vivências, ambientes e companhias, retendo a sua identidade, a sua personalidade e unicidade.
As Vinhas
Como é característico nesta região as propriedades são muito fracionadas. Este facto tem o contexto histórico dos pais quererem que os filhos herdem um pouco de cada parcela. Entre vinha antiga e vinha nova, são cerca de 5 hectares divididos por 7 parcelas onde o Rui Lucas preservou a identidade e o carácter das castas tradicionais como a Baga, Maria-Gomes e Bical, acrescentado um toque de modernidade com a Tinta-Roriz, Syrah, Merlot e Chardonnay.
Sustentabilidade
Solo: Preservação do terroir sem o agredir quimicamente nem fisicamente. Fomenta a competição saudável entre as várias espécies de plantas que podem coabitar numa vinha.
Água: Tentam gerir o consumo sem desperdícios e dar-lhe o melhor proveito para as diversas tarefas como, por exemplo, a utilização das águas das chuvas para fazer trabalhos na vinha.
Energia: Provém de fornecedores que utilizam apenas energias renováveis, seja ela eólica, hídrica ou solar.
Vitivinicultura: Manutenção e promoção da biodiversidade. A própria preservação destas vinhas antigas, multi-castas e multi-clonais contribui para a preservação da biodiversidade. As vinhas estão intercaladas com outras culturas como por exemplo olival, pinhal e mato o que de uma forma natural constitui refúgios para os animais aí existentes. A não utilização de herbicidas é também uma das técnicas básicas para a promoção e preservação da biodiversidade.
Adega: Privilegia a utilização de matérias-primas autóctones como o betão, cujo material é utilizado para construir os seus próprios depósitos de vinificação e de estágio que além de minimizar o consumo de energia e água ainda imprimem ao vinho uma característica mais diferenciadora que é sustentável e reutilizável e diminui o gasto de energia devido à inércia térmica do material.
“E sustentabilidade não é pensar só no ambiente, também é cuidar das pessoas, é ter responsabilidade social e, obviamente, ser financeiramente viável. É fazer um negócio justo e digno para todos os intervenientes no processo.”




