Enologia: Tiago Correia
Aromas intensos e expressivos, com perfil fresco e elegante, onde se destacam notas frutadas e um subtil toque tostado da barrica. Na boca revela excelente acidez, sendo fresco e vibrante, com um ligeiro carácter salino que acrescenta precisão. Termina equilibrado, elegante e refrescante.
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A Casa das Gaeiras, situada na região de Óbidos, é uma das propriedades históricas mais emblemáticas da região de Lisboa, com origens que remontam ao século XVIII. Fundada por António Gomes da Silva Pinheiro por volta de 1790, a propriedade nasce num contexto ligado à nobreza e à medicina da época, tendo desempenhado também funções relevantes durante as invasões napoleónicas, quando serviu como hospital militar.
Ao longo dos séculos, a Casa das Gaeiras consolidou a sua reputação como referência na produção de vinhos de qualidade, sendo já no final do século XIX reconhecida pelos seus vinhos premiados e apreciados tanto em Portugal como no estrangeiro.
No século XX, a propriedade passou para a família Pinto Basto, que reforçou a sua notoriedade no panorama vínico nacional, beneficiando de influências internacionais e de uma abordagem mais moderna à viticultura e enologia.
Após um período de menor atividade, a Casa das Gaeiras conheceu uma nova fase de revitalização já no século XXI, com a entrada do Grupo Parras em 2010. Este momento marcou uma reestruturação profunda, com modernização das vinhas e uma aposta clara na valorização das castas tradicionais da região, em particular a casta Vital, hoje considerada uma das grandes expressões da identidade da casa.
Com cerca de 20 hectares de vinha, a propriedade afirma-se hoje como um “pequeno château” na região de Óbidos, produzindo vinhos de produção limitada que refletem o caráter atlântico do terroir — frescos, minerais e elegantes — e mantendo viva uma herança com mais de 300 anos.