Casa de Nabais Loureiro 2025

8.90

Cor citrina com reflexos esverdeados. Perfil floral fino, citrinos frescos e nuance de fruta tropical. Na boca, entrada tensa, acidez marcada, final seco e preciso.

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REF: WKV1793 Categorias: , , ,
Produtor: Casa de Nabais
Enologia: Constantino Ramos
Vinho Verde
Loureiro (100%)
Localizado na freguesia da Seara, em Ponte de Lima, o vinho provém de vinhas expostas à influência atlântica, com solos graníticos de grão fino e de drenagem variável. A ventilação constante do vale favorece maturações lentas, preservando acidez e definição aromática.
Vinhas com elevada densidade de plantação, com enrelvamento permanente e sem recurso a herbicidas. Foco no equilíbrio vegetativo e na preservação da vida do solo.
Vindima manual em pequenas caixas de 20kg. Curta distância entre vinha e adega. Maceração pelicular de cerca de 4h. Prensagem suave em prensa pneumática. Decantação estática seguida de fermentação em inox com controlo de temperatura.
Cubas de inox sobre borras finas, com battonâge regular para aportar textura, complexidade e estabilidade natural.
750 ml
Teor Alcoólico: 11,5%
8ºC - 10ºC
Ameijoas à Bulhão Pato

Em Ponte de Lima, no coração do Vale do Lima, berço da casta Loureiro, a Casa de Nabais é uma quinta minhota histórica onde o vinho nasce do conhecimento da terra, da observação da vinha e de uma produção cuidada, feita em pequena escala.

O Solo Como Origem
Na Casa de Nabais, compreender o solo vai muito além de identificar o tipo de rocha. Importa perceber a forma como gere a água, disponibiliza nutrientes e influencia o equilíbrio da videira.

Solos graníticos, de xisto e perfis mistos são estudados em profundidade e orientam decisões fundamentais na vinha, desde a escolha do porta-enxerto à forma de condução das plantas, sempre com um objetivo: criar as condições necessárias para alcançar o estilo de vinho pretendido.

A Vinha Como Campo de Estudo
As vinhas são recentes, plantadas de raiz e acompanhadas como um verdadeiro laboratório vivo. Diferentes sistemas de poda e de condução das videiras são testados, linha a linha, procurando compreender de que forma cada opção influencia o vigor, a sanidade das plantas e, sobretudo, a expressão da casta Loureiro.

É um trabalho de observação contínua, onde cada decisão procura aprofundar o conhecimento da vinha e encontrar o equilíbrio entre a planta, o lugar e o vinho.

A Casta Loureiro
A Loureiro está no centro do trabalho da Casa de Nabais. A sua frescura natural, a acidez equilibrada, a intensidade aromática e o teor alcoólico moderado são algumas das características que tornam esta casta particularmente interessante e explicam a crescente atenção que tem vindo a despertar.

No Vale do Lima, onde se situa a Casa de Nabais e onde a Loureiro encontra uma das suas expressões mais marcantes, estudam o comportamento da casta em diferentes solos — desde o granito, predominante na região, até um raro veio de xisto que atravessa uma das suas vinhas. Observam também a influência das diferentes exposições e dos sistemas de condução da videira, procurando compreender e potenciar as características próprias da casta.

Viticultura Integrada
A Casa de Nabais segue um regime de produção integrada, sem recurso a herbicidas, evoluindo progressivamente para práticas de agricultura regenerativa.

O enrelvamento das vinhas com espécies autóctones permite controlar naturalmente as infestantes, promover a biodiversidade e contribuir para a regulação do vigor das videiras. A vinha é entendida como um ecossistema, onde o equilíbrio do conjunto é determinante para a qualidade das uvas.

A Vinificação
Todo o trabalho desenvolvido na vinha procura criar uvas equilibradas e com identidade, capazes de chegar à adega exigindo o mínimo de intervenção possível.

A vinificação é realizada em pequenos depósitos, permitindo trabalhar separadamente as diferentes parcelas e acompanhar cada lote com grande precisão. Esta abordagem permite perceber de que forma fatores como o solo, as práticas vitícolas e o rendimento de cada parcela se refletem na expressão final do vinho.

Mais do que impor um estilo na adega, o objetivo é preservar e interpretar aquilo que cada parcela e cada vindima têm para revelar.

A Adega
A adega foi pensada para trabalhar com precisão e com o mínimo impacto possível sobre o vinho. Uma escala pequena permite acompanhar de perto cada lote e respeitar as particularidades de cada parcela.

A vinificação recorre a prensa pneumática de baixa pressão, para uma extração delicada; depósitos de inox com controlo rigoroso de temperatura; cubas de cimento, que permitem uma micro-oxigenação suave; e vinificações separadas, parcela a parcela. O trabalho sobre borras finas é realizado através de bâtonnage manual.

Produzir em escala humana permite uma atenção ao detalhe difícil de alcançar numa produção de dimensão industrial.

Constantino Ramos | Enólogo
Ligado à Região dos Vinhos Verdes há quase 15 anos, Constantino Ramos tem vindo a construir uma relação profunda com a vinha e, em particular, com a casta Loureiro.

Acredita que o vinho começa como uma ideia e ganha forma através da paciência, da observação e do respeito pela natureza. Acompanha cada parcela como um ecossistema vivo e defende que a intervenção humana deve acontecer apenas quando contribui para preservar o equilíbrio, a frescura e a identidade do vinho.

O seu trabalho começa no campo, muito antes da vindima. É aí que observa, experimenta e toma grande parte das decisões que irão determinar o vinho, encarando a colheita como o momento decisivo de um processo construído ao longo de todo o ano.

Assume-se como Vigneron, acompanhando todo o percurso da vinha ao vinho e aceitando os riscos inerentes a cada escolha. Para Constantino Ramos, cada vinho resulta do encontro entre o terroir, a casta e uma visão pessoal, procurando criar vinhos frescos, gastronómicos, com identidade e capacidade de evolução — vinhos capazes de contar, de forma autêntica, a história do lugar onde nasceram.

Seco
Doce
Sem madeira
Barrica
Leve
Encorporado
Beber já
Para a cave