Listrão Vinho da Corda Branco 2021
O ”vinho da corda” era uma das formas que antigamente se preparavam os “licorosos” antes da chegada da aguardentação os meados do séc XVII. As vinhas, antes, plantadas mais junto ao mar conseguiam atingir outros graus de maturação, as uvas quase empassadas, permitiam um mosto naturalmente forte em álcool. A técnica consistia em depois em esmagar essas uvas num lagar, onde o primeiro vinho mais claro e fresco era chamado “a Flor”, mas era a partir da ultima prensagem do vinho chamado “vinho da corda” que se espremia o mosto com mais sabor e com uma aparência mais dourada e carregada, tão na moda na altura. Este vinho da corda vem de uma dessas vinhas ensolaradas do Porto Santo e mostra o potencial desta ilha para estes vinhos ricos e naturalmente oxidativos.
Cor amarelo dourado, quase cobre, nariz muito intenso, sal caramelizado, algures entre um vinho Madeira e um Jerez, único e singular, com notas férricas, iodadas e intensas. Na boca muito encorpado, cheio, super concentração e muita persistência.
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Na Ilha da Madeira chamam “Profetas” aos de Porto Santo, alcunha correspondida com “Villões”, que os porto-santenses chamam aos madeirenses, provém do nome vila (cidade) que ganhou uma dupla conotação.
Os vinhos dos Profetas e dos Villões são, portanto, algo que apenas poderiam ter nascido nestas ilhas, como as suas alcunhas audazes.
Projeto Companhia dos Profetas e dos Villões
O desafio lançado a António Maçanita veio de Nuno Faria, sócio do restaurante 100 Maneiras, madeirense e com história no Porto Santo, onde passa férias desde pequeno. Quando confinado durante o início da pandemia na ilha, partilhou com António Maçanita o encantamento por estas vinhas rasteiras de muros brancos.





