Cor rubi aberta. Aromas frutados bem presentes onde se destaca a presença de morangos e framboesas bem como um lado balsâmico de floresta. Boca profunda e suave onde se destacam as notas de fruta vermelha fresca bem como umas notas de especiarias (pimenta preta). Vinho fresco, leve e muito fluído.
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Constantino Ramos, natural de Vouzela na região do Dão graduou-se em Farmácia na Universidade de Coimbra, trabalhou nessa área, mas acabou por abandonar para tirar o mestrado de enologia na Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro abraçando a sua verdadeira paixão. Mais tarde conhece o seu mentor, com quem trabalha até aos dias de hoje, o reconhecido enólogo, Anselmo Mendes.
O projeto pessoal de Constantino Ramos começa em Monção onde encontrou vinhas velhas que se encontravam em Riba de Mouro e Tangil no alto do concelho de Monção —Com elas produziu o seu Zafirah. Queria fazer um vinho elegante, gracioso, fácil de beber, que transmitisse frescura e que remetesse para os antigos vinhos da região os chamados “Vinhos de Viana”. Este vinho tinto com baixa intervenção enológica pretende homenagear os afamados vinhos tintos de Monção que eram exportados para Inglaterra e Flandres nos séculos XIV e XV. Vinho artesanal, “levado ao colo” em todo o seu processo, sem pressas ou atropelos respeitando a sua própria vontade com intervenções enológicas mínimas, cirúrgicas e respeitadoras do carácter do vinho.
Também não resistiu a produzir um Alvarinho que reflete a sua interpretação da casta. Usando uma pequena vinha próxima do local onde explora as tintas, selecionou um vinha plantada a cerca de 250 metros e produziu o seu vinho Afluente procurando extrair mais tensão, austeridade e uma acidez vibrante.
Juca, é o seu mais recente projeto, um tributo às gentes e costumes de Riba de Mouro, local onde já na época Medieval se fazia vinho. Esta região esquecida e desertificada e as vinhas que o Constantino encontrou são de uma beleza estonteante.