A sardinha é um dos peixes mais populares e mais consumidos pelos portugueses.
Largamente consumida nas festas e arraiais populares de Verão é também uma das principais espécies usada pela indústria conserveira.
É um peixe muito rico em termos nutricionais. Classificado como um peixe gordo é rico em ómega-3 e, é fonte de cálcio e vitamina D.
São deliciosos os pratos que podem ser confecionados com este peixe. Os portugueses adoram sardinhas assadas na brasa, mas é igualmente apreciada frita, panada, no forno, em caldeirada, em escabeche e em conserva.
E, claro que não se come um prato de sardinhas sem que esteja presente uma boa garrafa de vinho. Sardinhas e Vinho são um par indissociável.
Mas, que vinho escolher? Eis a questão!
Muitos dos comensais não dispensam beber um tinto com uma sardinhada, mas muitas das vezes não funciona e não sabem a razão.
A explicação reside nos taninos presentes no vinho que colide com o sal. Confuso? É simples.
Quando bebemos um vinho e temos uma sensação de adstringência e secura isso são, nada mais nada menos, do que taninos. Especialmente presentes nos vinhos tintos, devido ao contacto com as películas das uvas no processo de vinificação, são um componente essencial para dar estrutura e longevidade, no entanto, em contacto com o sal metalizam deixando na boca um sabor amargo e desagradável.
Isto, não significa que não pode harmonizar sardinhas com vinho tinto. Só tem é de saber escolher o tinto certo.
Se não dispensar um vinho tinto a acompanhar sardinhas deverá escolher um tinto mais leve, menos extraído e com acidez para que tenha capacidade de cortar a gordura e limpar o palato.
A nossa preferência vai para um estilo de vinho muito português. Um Palhete! Se nunca experimentou aproveite a época dos Santos Populares para surpreender os seus amigos. Será tema de conversa entre todos.
É mais fácil acertar na harmonização com sardinhas se escolher um branco.
A região vitivinícola do Vinho Verde tem excelentes opções. Um Alvarinho frutado, aveludado e mineral, um aromático Loureiro ou um blend típico desta região, com as castas Alvarinho, Arinto, Avesso, Azal, Loureiro, e Trajadura, que tenha presença de algum açúcar residual são boas escolhas para elevar esta iguaria tão portuguesa equilibrando o seu sabor marcante e oleoso.
Portugal não tem tradição de produzir vinhos meio secos, mas desafiamos a que experimente umas belas sardinhas assadas com um Riesling meio-seco.
Utilize estas dicas como guia e faça as suas próprias experiências. Como costumamos dizer cada palato é diferente e isso, é o mais importante.