Açores
Fonte: Infovini , Wines of Portugal e Comissão Vitivinícola da Região
Situado em pleno Atlântico Norte, o Arquipélago dos Açores é constituído por nove ilhas de origem vulcânica e tem três regiões demarcadas: Graciosa, Pico, e Biscoitos (Ilha Terceira).
A produção de vinho nos Açores tem séculos de história e tradição. As primeiras plantações de vinha remontam ao século XV e aos primeiros colonos, que no passado como no presente encontraram nestas Ilhas Atlânticas condições edafoclimáticas muito favoráveis ao seu desenvolvimento.
Para que fiquem protegidas do vento e do ar salgado do mar as vinhas são plantadas em chão de lava, rico em nutrientes, e abrigadas pelos “currais” ou “curraletas”, que são apertadas muros de pedra vulcânica, que as abrigam, mas deixam entrar o sol necessário à sua maturação. Esta incrível paisagem ancestral está classificada como património Mundial da UNESCO.
As castas tradicionais: Verdelho dos Açores”, “Arinto dos Açores” e “Terrantez do Pico” produzem vinhos singulares, com grande identidade e qualidade.
Ao longo da história, a vinha assumiu um papel importante na economia agrária da região, mas na segunda metade do século XIX, a filoxera e as doenças criptogâmicas, arruinaram a quase totalidade dos encepamentos do “Verdelho Antigo” que é a sua casta mais famosa e mais cultivada. Pensa-se que é originária da Sicília ou Chipre, e foi levada para os Açores pelos Frades Franciscanos. Contudo, as ações de reconversão da vinha realizadas, permitiram recuperar o vinho Verdelho tradicional, nascendo o atual Vinho Verdelho, nobre de caráter e descendente direto do “Verdelho antigo”, que preservou a sua raça nos currais das ilhas do Pico, Terceira e Graciosa. Estes currais guardam um tesouro de experiências adquiridas por herança legada às gerações seguintes e sabiamente mantida.
Os Açores destacam-se na produção de vinho generoso no Pico e Graciosa. Na ilha Terceira produz-se um vinho branco leve e seco. No Pico os vinhos são muito equilibrados com forte mineralidade. Na Graciosa são leves frescos e frutados
Clima: Profundamente marítimo. As temperaturas são amenas durante todo o ano, apesar do elevado nível de precipitação e humidade atmosférica.
Solo: Vulcânico.
Principais Castas
Brancas:
- Verdelho
- Arinto
- Terrantez
- Fernão Pires
Sub-regiões:
- Graciosa
- Pico
- Biscoitos
Curiosidades
Vinho de Cheiro
A maioria das vinhas cultivadas nas ilhas são espécies americanas, plantadas após a filoxera. Na região fazem um vinho curiosamente almiscarado conhecido como vinho de cheiro ou “vinho perfumado” consumido pelos ilhéus e também pelos emigrantes das ilhas do Canadá e dos EUA.Verdelho do Pico
No século XVII e XVIII os vinhos produzidos nos Açores, nomeadamente os do Pico, foram exportados para a Rússia e para a maioria dos países do norte da Europa. Depois da revolução russa de 1917, descobriram-se várias garrafas de vinho Verdelho do Pico guardadas em caves dos antigos czares da Rússia.Verdelho
A Verdelho é a casta mais famosa e mais cultivada nos Açores. Pensa-se que será originária da Sicília ou Chipre e foi levada para os Açores através dos Frades Franciscanos que a cultivaram abundantemente pelas ilha.Alvarinho
A Alvarinho, é uma das variedades portuguesas mais admiráveis, originária do noroeste peninsular. Dá corpo a vinhos únicos e facilmente identificáveis, de personalidade e temperamento forte. É uma casta vigorosa, que obriga a alguma prudência no controlo do ímpeto vegetal, sendo, porém, uma casta pouco produtiva, com cachos pequenos e elevada proporção de grainhas. Historicamente, foi uma das primeiras variedades portuguesas a ser engarrafada em estreme, responsável pelo sucesso dos vinhos da sub-região de Monção e Melgaço.
O Alvarinho proporciona vinhos com elevado potencial alcoólico, perfumados e delicados, com notas aromáticas díspares de pêssego, limão, toranja, maracujá, ananás, lichia, casca de laranja, jasmim, flor de laranjeira e erva-cidreira, entre outros. Tem um enorme potencial de envelhecimento, conseguindo viver em perfeita saúde até completar, pelo menos, dez anos de idade.
Combina particularmente bem com a cozinha, tailandesa, marroquina e indiana, e com pratos de mar.
Sinonímia: Alvarinha, Cainho Branco, Galego, Galeguinho (Ponte de Lima)
Fonte: Wines of Portugal, Vine to Wine Circle

Antão Vaz
A Antão Vaz é umas das variedades mais valorizadas do Alentejo, até há pouco quase exclusiva da zona da Vidigueira. É uma casta consensual, rústica, mas bem adaptada ao clima quente e soalheiro da grande planície, consistente e produtiva, amadurecendo de forma previsível e homogénea. Apresenta cachos volumosos e medianamente compactos, com bagos grandes e de película dura.
Por regra, dá origem a vinhos estruturados, firmes e encorpados. Os vinhos estremes anunciam aromas exuberantes, com notas de fruta tropical madura, casca de tangerina e sugestões minerais, estruturados e densos no corpo. Quando vindimada cedo, proporciona vinhos vibrantes no aroma, temperados por uma acidez firme. Se deixada na vinha, pode atingir um grau alcoólico elevado, tornando-a numa boa candidata ao estágio em madeira. É, regularmente, associada com as castas Roupeiro e Arinto, que lhe acrescentam uma acidez refrescante.
Sinonímia: António Vaz
Fonte: Wines of Portugal
