O s vinhos provenientes de vinhedos localizados em regiões altas ou montanhosas são frescos, leves, vibrantes, intensos, complexos e com taninos mais definidos.

Mas de que forma é que a altitude influencia o vinho?

Em primeiro lugar importa referir que o termo deve ser aplicado aos vinhedos que se encontram a uma altitude mínima de 500 metros acima do nível do mar.

A organização internacional criada para proteger e divulgar a viticultura de montanha CERVIM – Centro Europeu de Investigação, Sustentabilidade Ambiental e Progresso da Viticultura de Montanha – assim o estabeleceu.

Valtellina (Lombardia-Itália)
Vale do Douro (Portugal)

Mas qual o efeito que a altitude tem no perfil dos vinhos?


As vinhas em altitude estão expostas a mais horas de luz solar do que as situadas em terrenos mais baixos. Com a intensidade da luz solar as uvas reagem defensivamente com películas mais espessas, o que potencialmente leva a vinhos de cor intensa e com taninos mais fortes e definidos.

Por outro por cada 100 metros acima do nível do mar, a temperatura desce 0,65ºC. Isto significa que a atmosfera vai ficando menos densa e a pressão atmosférica baixa favorecendo a diferença entre as temperaturas diurnas e noturnas que é mais acentuada há medida que se vai subindo, originando vinhos mais frescos e equilibrados.

As noites frias amenizam as ondas de calor e ajudam a preservar a acidez natural das uvas e de outros compostos, conduzindo a um período de maturação das uvas mais longo e uniforme. Além disso, nos terrenos íngremes e pedregosos das encostas, as vinhas lutam para encontrar a água e os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento produzindo uvas com mais concentração e intensidade aromática.

Sintetizando, podemos dizer que a combinação da intensidade dos raios solares com as acentuadas amplitudes térmicas diurnas e noturnas e a escassez de recursos hídricos características das regiões montanhosas originam vinhos frescos, intensos, complexos e muito equilibrados.
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