O s vinhos provenientes de vinhedos localizados em regiões altas ou montanhosas são frescos, leves, vibrantes, intensos, complexos e com taninos mais definidos.
Mas de que forma é que a altitude influencia o vinho?
Em primeiro lugar importa referir que o termo deve ser aplicado aos vinhedos que se encontram a uma altitude mínima de 500 metros acima do nível do mar.
A organização internacional criada para proteger e divulgar a viticultura de montanha CERVIM – Centro Europeu de Investigação, Sustentabilidade Ambiental e Progresso da Viticultura de Montanha – assim o estabeleceu.
Mas qual o efeito que a altitude tem no perfil dos vinhos?
As vinhas em altitude estão expostas a mais horas de luz solar do que as situadas em terrenos mais baixos. Com a intensidade da luz solar as uvas reagem defensivamente com películas mais espessas, o que potencialmente leva a vinhos de cor intensa e com taninos mais fortes e definidos.
Por outro por cada 100 metros acima do nível do mar, a temperatura desce 0,65ºC. Isto significa que a atmosfera vai ficando menos densa e a pressão atmosférica baixa favorecendo a diferença entre as temperaturas diurnas e noturnas que é mais acentuada há medida que se vai subindo, originando vinhos mais frescos e equilibrados.
As noites frias amenizam as ondas de calor e ajudam a preservar a acidez natural das uvas e de outros compostos, conduzindo a um período de maturação das uvas mais longo e uniforme. Além disso, nos terrenos íngremes e pedregosos das encostas, as vinhas lutam para encontrar a água e os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento produzindo uvas com mais concentração e intensidade aromática.